segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O social na rede




As comunidades e redes sociais virtuais são construídas, mantidas e divulgadas entre indivíduos que compartilham interesses em comum. É a face mais expressiva da internet colaborativa. Constitui-se na ocupação do espaço virtual de forma personalizada e global. Segundo enfatiza Recuero (2009, p. 25):
Rede social é gente, é interação, é troca social. É um grupo de pessoas, compreendido através de uma metáfora de estrutura, a estrutura de rede. Os nós da rede representam cada indivíduo e suas conexões, os laços sociais que compõem os grupos.

As possibilidades de interação permitidas pelas redes e comunidades virtuais facilitam o trânsito da informação através de conexões cada vez mais complexas e heterogêneas. As pessoas, enquanto ponto de referência e acesso aderem a sites como o Orkut, Facebook, Myspace, Twitter, Linkedin, dentre outros, participam de listas de discussões e fóruns com o intuito de trocar experiências, estabelecer vínculos, opinar sobre assuntos de interesse. E toda essa convergência de opiniões, idéias e vivências são fortalecidas no ambiente virtual, de acordo com Hillis (2004, p. 115):
[ . . . ] os ambientes virtuais na verdade propõem que os usuários experienciem as concepções de outrem (o que em si não é um fenômeno novo), representadas como sensações muito vívidas, experenciadas por meio de um processo de imersão (um novo fenômeno que reduz a distância ou o espaço entre o objeto e o sujeito).

Tal imersão impulsiona o fortalecimento de redes colaborativas que, por meio de seus próprios canais permitem a troca de conhecimento em tempo real e na medida certa. Grande ícone da construção colaborativa do conhecimento, a Wikipédia mobiliza milhões de pessoas a colaborar na construção de conceitos e verbetes nos mais diversos assuntos e idiomas. Outra referência da internet colaborativa é o Crowdsourcing que, conforme a enciclopédia citada: “é um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo e soluções ou desenvolver novas tecnologias.” (WIKIPÉDIA, 2011).
As modalidades de troca de dados, informação e conhecimento estão sendo reestruturadas num ambiente virtual cada vez mais “real”. O compartilhamento acontece de forma colaborativa e espontânea, as ideias e os conceitos são socialmente divididos e multiplicados entre as partes interessadas. E é nessa nova esfera que os profissionais da informação devem se movimentar e atuar. Criar vínculos com seus usuários através de comunidades virtuais, abrir espaço para as contribuições destes, planejar e construir ações em parceria com todos aqueles que utilizam ou possam vir a utilizar os serviços da Unidade de Informação. É grande o potencial das comunidades e redes sociais virtuais, sua consolidação é evidente e está redesenhando as bases convencionais da economia, da política e das relações humanas.
Compartilhar é tudo de bom!


REFERÊNCIAS

HILLIS, Ken. Sensações digitais. São Leopoldo: Editora Unisinos, 2004. p. 115.
RECUERO, Raquel. Redes sociais. In: SPYER, Juliano (org.). Para entender a internet: noções, práticas e desafios da comunicação em rede. 2009. Disponível em: < http://www.esalq.usp.br/biblioteca/PDF/Para_entender_a_Internet.pdf >. Acesso em: 21 nov. 2011.
WIKIPÉDIA. Crowdsourcing. 2011. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Crowdsourcing >. Acesso em: 21 nov. 2011.

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