segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Bancos de Imagens como fontes dinâmicas de gerenciamento de informações em formato digital



As imagens digitais, suas incontáveis finalidades e temáticas constituem um conjunto de informações que embasam os processos administrativos de inúmeras instituições, tais como agências de publicidade e propaganda, centrais de jornalismo, áreas vinculadas à saúde, organizações econômicas, jurídicas, entre outras. Muitas são gerenciadas por Bancos de Imagens de fácil interação e localização. Caracterizadas como produto, as imagens digitais na internet podem ser de acesso livre, de forma gratuita, ou de acesso restrito, permitindo download mediante pagamento. O uso de tais imagens para fins particulares ou comerciais está amparado na Lei de Direitos Autorais N. 9.610/98. A atribuição intelectual da obra, independente das circunstâncias de uso e acesso deve constar e ser referenciada corretamente. O direito à cópia ou reprodução de tais imagens conhecido como copyright é o atributo que irá permitir a distribuição ou não dos documentos e em que condições devem ocorrer.
Os Bancos de Imagens, enquanto mecanismos gerenciadores de documentos em formato digital disponibilizam imagens textuais e não textuais por intermédio de um sistema de recuperação - através da utilização de termos, palavras-chave específicas, vocabulários controlados ou, como ocorre na web, através do emprego da linguagem natural, ou folksonomias. Os dados associados à imagem digitalizada complementam o significado do contexto em que foi gerada, além de reforçar a sua função histórica e documental:
Exatamente por ser polissêmica, ambígua e conotativa por natureza, gerando possibilidades de diversas interpretações, a maioria das imagens, quando utilizada em mídias de comunicação, vem acompanhada de títulos, legendas ou de algum outro tipo de interpretação. (RODRIGUES, 2007, p. 72).

As terminologias adotadas por profissionais que gerenciam Bancos de Imagens devem ser constantemente atualizadas e avaliadas pelos usuários do sistema. O conhecimento semântico dos termos empregados para a indexação e posterior recuperação de imagens digitais, permite ao profissional uma atuação mais pontual e eficiente. Conforme enfatiza Oliveira (2004, p. 16), “[ . . . ] conhecer um domínio de uma área é conhecer suas expressões lingüísticas, ou seja, conhecer a carga semântica de cada unidade significativa. ”
A finalidade dos Bancos de Imagens está intrinsecamente ligada às novas demandas informacionais, à dinamização de atividades administrativas, aos processos decisórios e gerenciais. São ferramentas que organizam, armazenam e recuperam informações de maneira prática e apresentam, na maioria das vezes, uma interface intuitiva e convidativa. Os Bancos de Imagens quando configurados e explorados em todas as suas potencialidades servem como instrumentos que facilitam a democratização da informação e ampliam os horizontes de instituições públicas, privadas e da sociedade como um todo.


Referências
OLIVEIRA, Vanda de Fátima Fulgêncio de. O pesquisador de palavras e o pesquisador de imagens: reflexões sobre a organização de bancos de imagens em artes. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, SP, v.6, n.1, p.10-22, dez. 2004. Disponível em: < http://dici.ibict.br/archive/00000231>. Acesso em: 24 set. 2011.
RODRIGUES, Ricardo Crisafulli. Análise e tematização da imagem fotográfica.  Ci. Inf., Brasília, v. 36, n. 3, p. 67-76, set./dez. 2007. Disponível em: <http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/1006/737>. Acesso em: 18 set. 2011.

Fontes Consultadas
FERREIRA, Jorge Carlos Felz. Produção e Distribuição das Fotografias Jornalísticas na Web.  In: CONGRESSO BRASILEIRO de CIÊNCIAS da COMUNICAÇÃO,  28,  5 - 9 set. 2005. Anais ... Rio de Janeiro: Intercom, 2005. Disponível em: <http://reposcom.portcom.intercom.org.br/handle/1904/17405>.  Acesso em: 24 set. 2011.
ROZADOS, Helen Beatriz Frota. O jornal e seu banco de dados: uma simbiose obrigatória. Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n. 2, jan. 1997. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-19651997000100014&lng=
pt&nrm=iso>. Acesso em: 26 set. 2011.
 WIKIPÉDIA. Direito autoral. Atualizado em 06 set. 2011. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_autoral>. Acesso em: 24 set. 2011.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Fotografia Hoje e Sempre



A evolução da imagem fotográfica acompanhou a evolução da humanidade. Desde a sua invenção, na primeira metade do século XIX, a fotografia, seu registro instantâneo de acontecimentos, dos mais importantes aos mais triviais, seu significado simbólico e sua carga informacional, a transformaram num documento de inestimável valor; não seria possível imaginar o registro do conhecimento humano sem a presença da fotografia como elemento complementar à escrita. De acordo com Rodrigues (2007, p. 70):
A fotografia traz em si uma mensagem que é produzida por alguém, transmitida por algum tipo de mídia e absorvida por um receptor que dela fará uso, mesmo que apenas no nível de uma visualização despretensiosa. Todavia, qualquer que seja o uso que dela irá fazer, o receptor, ao interpretá-la, será influenciado por suas próprias imagens mentais e por todo o aparato cognitivo, cultural, ideológico, religioso, político, etc.,que adquiriu durante os anos e que são parte de sua vida. Essas influências fazem com que uma mesma foto possa sofrer diversos tipos de interpretação quando vista por diferentes receptores.



Historicamente, os primeiros passos da fotografia, segundo Oliveira ([20--], p. 1), “[ . . . ] deve-se a astrônomos e físicos que observavam os eclipses solares por meio de câmeras obscuras, princípio básico da câmara fotográfica.” A câmera obscura foi utilizada por artistas como Leonardo da Vinci (1452-1519), em 1558 o cientista napolitano Giovanni Baptista Della Porta registrou detalhes do funcionamento da câmera. Como as imagens feitas por tal equipamento não resistiam aos efeitos do tempo e da luz, em 1816, o francês Joseph Nicéphore Niépce iniciou suas pesquisas para um registro mais eficaz; em 1827 utilizando um material recoberto com betume da Judéia e posteriormente com sais de prata, ele conseguiu gravar imagens, técnica conhecida como heliografia. Niépce associa-se ao pintor francês Louis Jacques Mandé Daguerre que desenvolvia um projeto semelhante utilizando a câmera obscura juntamente com placas de cobre recobertas com prata polida e vapor de iodo, tal método ficou conhecido como daguerreótipo. Entre 1832 e 1839 um francês radicado no Brasil, Antoine Hercule Romuald Florence, utilizava um método de impressão pela sensibilização de sais de prata pela luz do sol, foi pioneiro ao batizar tal descoberta como photographie.


O crescente avanço das técnicas fotográficas causou um alvoroço entre os artistas da época, conforme Oliveira ([20--], p. 3):
Com o anúncio da gravação da imagem por Daguerre na Europa, logo se instituiu uma grande polêmica entre os pintores. Eles acreditavam que o novo método acabaria com a pintura, não admitindo, portanto, que a fotografia pudesse ser reconhecida como arte, uma vez que era produzida com auxílio físico químico.

Segundo Oliveira ([20--], p. 3), a discussão é retomada nos dias atuais no que tange a captação de imagens, entre a fotografia analógica e a fotografia digital. A fotografia analógica desde a sua criação manteve seus princípios ópticos e formatos convencionais inalterados e ganhou dimensão mundial através do fotojornalismo. No entanto, com o surgimento de equipamentos mais leves e mais acessíveis juntamente com o aperfeiçoamento das tecnologias digitais, o método analógico aos poucos foi perdendo seu espaço. Oliveira ([20--], p. 4) enfatiza:

Como meio virtual em que imagem é transformada em milhares de pulsos eletrônicos, a fotografia digital pode ser armazenada em computadores, disquetes, CD-Rom ou cartões de memória e dessa forma, ser transmitida por satélite logo após sua produção, com a ajuda de um computador portátil e telefone. Uma rapidez que a fotografia analógica não dispõe.

A fotografia enquanto documento passível de ser organizado, indexado, armazenado e recuperado, deve ser contemplada pelos profissionais da área da Ciência da Informação quanto ao domínio de suas técnicas e formas de disseminação. Conforme Rodrigues (2007, p. 74):

O uso de imagens fotográficas em documentos técnico-científicos e, principalmente, em mídias diversas (jornais, revistas, peças publicitárias etc.), como parte da elaboração de matérias informativas, aumentou nos últimos anos, notadamente após o aparecimento e crescimento da tecnologia digital fotográfica e da facilidade de armazenamento de imagens em bancos de dados disponíveis via Internet.

Do profissional da informação, segundo Silva (2006, p. 6), é necessária além dos conhecimentos técnicos, a sua capacidade cognitiva para avaliar o conteúdo das imagens, pois trata-se de uma linguagem não-textual, que necessita de uma leitura e interpretação para posterior consulta e recuperação  da informação.

A fotografia enquanto registro informacional permeia todas as áreas do conhecimento e vem provocando mudanças de paradigmas por onde passa. Pelo seu forte apelo visual, se configura como uma fonte fidedigna da retratação do instante em que foi captada. Embora os softwares de manipulação de imagens coloquem em dúvida a autenticidade de alguns registros, a fotografia digital, está tomando cada vez mais espaço nas mídias emergentes. Merece uma especial atenção quanto ao seu registro e manipulação e oferece um leque de oportunidades e desafios aos profissionais da informação que se dedicam a explorá-la.


Referências

OLIVEIRA, Erivam Morais de. Da fotografia analógica à ascensão da fotografia digital. [20--].Disponível em: < http://www.bocc.ubi.pt/pag/oliveira-erivam-fotografia-analogica-fotografia-digital.pdf >. Acesso em: 18 set. 2011.

RODRIGUES, Ricardo Crisafulli. Análise e tematização da imagem fotográfica.  Ci. Inf., Brasília, v. 36, n. 3, p. 67-76, set./dez. 2007. Disponível em:
<http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/1006/737>. Acesso em: 18 set. 2011.

SILVA, Rosi Cristina da. O profissional da informação como mediador entre o documento e o usuário: a experiência do acervo fotográfico da Fundação Joaquim Nabuco.In: CONGRESSO NACIONAL DE ARQUIVOLOGIA, 2., 2006, Porto Alegre. Anais... Porto Alegre: Associação dos Arquivistas do Rio Grande do Sul, 2006. Disponível em:
<http://www.aargs.com.br/cna/anais/rosi_silva.pdf>. Acesso em: 18 set. 2011.


domingo, 11 de setembro de 2011

A vez dos microblogs


Com base nas premissas da web 2.0 os microblogs, ferramentas hábeis de comunicação instantânea fazem um grande sucesso na rede. De acordo com Jaramillo (2010), “a microblogagem ou o nanoblogging é um formato que permite a qualquer pessoa publicar textos curtos, links para websites, fotos ou clipes de áudio, que podem ser vistos pelo público desejado por ela [ . . . ].” A limitação quanto ao número de caracteres a 140, ao invés de ser um elemento negativo, tornou-se um atrativo pela possibilidade da troca de informações através de dispositivos móveis, via SMS.
O Twitter é um dos serviços de microblogs mais divulgados e utilizados na web, além dele outros oferecem atrativos semelhantes como o Jaiku, Pownce e Tumbir. Quanto ao Twitter e o acesso instantâneo à informação por parte de seus usuários, Rufino (2009) contextualiza,
[ . . . ] com uma maior agilidade nos fatos e acontecimentos, o aumento na produção de informações e a necessidade de acessar as informações ao passo em que elas são produzidas e publicadas, os usuários de internet podem acessar o Twitter e, além de ter acesso ao que é produzido, publicar suas próprias notícias.

A utilização de microblogs por organizações relacionadas à área da Ciência de Informação (bibliotecas, arquivos, museus, unidades de informação, etc.) vem crescendo a cada clique. A ferramenta garante a tais organizações uma oportunidade de interação com o seu público interno e externo. Para ilustrar melhor, seguem alguns modelos de instituições que utilizam o Twitter como canal de comunicação:

- Biblioteca Nacional (http://twitter.com/FBN);
- Masp – Museu de Arte de São Paulo (twitter.com/maspmuseu);
- Centro Cultural Sesi (twitter.com/ccultsesi);
- Sistema Embrapa de Bibliotecas (twitter.com/embrapaseb);
- Arquivo Nacional (twitter.com/arquivonacional).

Os exemplos citados trazem à tona a dimensão da popularidade dos microblogs nesses ambientes corporativos, sua contribuição como ferramenta estratégica na divulgação de notícias e serviços e seu impacto social.




Referências

JARAMILLO, Mauricio. Microblog (o mundo em 140 caracteres) e outros formatos emergentes. In: FRANCO, Guilhermo. Como escrever para web: elementos para a discussão e construção de manuais de redação online. Texas: Knight Center, 2010. p. 156-157. Disponível em: <http://knightcenter.utexas.edu/como_web.php>. Acesso em: 11 set. 2011.
RUFINO, Airtiane F.Twitter: a transformação na comunicação e no acesso às informações. In: Congresso em Ciências da Comunicação na Região Nordeste, 11., 2009, Teresina. Anais eletrônicos... Teresina:Universidade Federal do Ceará, 2009. Disponível em: < http://www.intercom.org.br/papers/regionais/nordeste2009/resumos/R15-0542-1.pdf >. Acesso em: 11 set. 2011.
Fonte consultada
WIKIPÉDIA.  Twitter. Atualizado em 10 set. 2011. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Twitter>. Acesso em: 12 set. 2011.