domingo, 23 de outubro de 2011

A notícia na web


O formato tradicional do jornal impresso vem aos poucos perdendo espaço para as publicações online. Grandes jornais estampam suas principais manchetes na rede num ritmo acelerado e de forma cada vez mais direcionada e colaborativa.  A possibilidade de efetuar links para informações similares e complementares caracterizam a nova face do intitulado webjornalismo:
Ao transferir-se para a internet, o velho jornalismo-produto se transforma num jornalismo-serviço, um fluxo contínuo de informação que se acumula, indexada, no sítio web, colocando-se à disposição dos usuários que queiram consumi-la. Esse processo significa a desconstrução dos produtos jornalísticos que foram criados ou tiveram seu auge no século XX. (ALVES, p. 97, 2006).

Fonte: Google imagens

A editoração online de jornais e revistas, por ser mais viável economicamente que a versão impressa e apresentar a possibilidade de atualização instantânea de conteúdos, concorre diretamente com os canais habituais de disseminação de notícias como o rádio, a televisão e os periódicos impressos. Conforme Mielniczuk  (p. 5, 2001):
Na web a situação muda, a atualização das notícias pode ocorrer ininterruptamente. Já não é preciso esperar o jornal de amanhã ou o noticiário da noite. Em qualquer momento é possível acessar um webjornal e ler as notícias de interesse atualizadas.

Os novos modelos de interação oferecidos por inúmeras ferramentas na web fazem parte da rotina de milhões de pessoas ao redor do mundo, a relação das pessoas com os conteúdos online está cada vez mais estreita. Há uma nova configuração na organização e divulgação de conteúdos, tais fatos refletem diretamente nas práticas dos profissionais da informação (bibliotecários, arquivistas, museólogos). Exigem de tais profissionais uma readaptação de técnicas e rotinas de trabalho e principalmente, de uma postura aberta e proativa, em consonância com as novas exigências de mercado:
Os profissionais da informação devem, por sua vez, acompanhar todos os avanços tecnológicos, absorver suas potencialidades, aperfeiçoar e agregar valor a estes conhecimentos e, se for o caso, desenvolver novas metodologias para estruturar e tornar acessível a massa de informações disponibilizada na rede. Além disso devem ser capazes de adaptar ou migrar serviços convencionais ao novo meio e gerar novos serviços e produtos de informação, [ . . . ]. (LAMBERT, [2007]).

Como classificar, organizar e planejar o acesso de periódicos que se encontram exclusivamente online? Quais as chances de sucesso de uma indexação colaborativa? Pois esse é o novo cenário de atuação dos atuais e futuros profissionais da informação.
As vantagens que acompanham as publicações online de jornais e revistas, aliadas à aceitação e receptividade dos nativos digitais configuram um fenômeno que tende à expansão. A possibilidade de seleção e reconstrução de conteúdos através dos hiperlinks é uma prática comum entre os que consultam, trabalham, estudam e pesquisam na web. A adaptação dos profissionais da informação a essa nova veiculação de noticias e acontecimentos e aos recursos adicionais de vídeo, som e imagem, presentes em tais publicações é imprescindível. Diria vital.

Referências

ALVES, Rosental Calmon. Jornalismo digital: dez anos de web...e a revolução continua.  [Universidade do Minho], Comunicação e Sociedade, v. 9, n. 1, p. 93-102, 2006. Disponível em: <http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/cs_um/article/viewFile/4751/4446>. Acesso em: 22 out. 2011
LAMBERT, Maria Betania M. A. O novo papel do profissional da informação na sociedade da informação. [2007]. Disponível em: <http://www.cinform.ufba.br/7cinform/soac/papers/473c6804ab40dff4b47411eded72.pdf>. Acesso em: 23 out. 2011.
MIELNICZUK, Luciana. Características e implicações do jornalismo na Web.  2001. Disponível em:  <http://www.facom.ufba.br/jol/pdf/2001_mielniczuk_caracteristicasimplicacoes.pdf>.  Acesso em: 22 out. 2011. (Trabalho apresentado no II Congresso da SOPCOM, Lisboa, 2001).

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