sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Repositórios de vídeos: a dinâmica da comunicação


Atendendo às novas demandas informacionais e otimizando a comunicação entre diversos segmentos da sociedade, os repositórios exercem, nos espaços virtuais, a função de facilitadores de acesso à informação e ao conhecimento. Concentram registros de diferentes tipos de documentos e formatos. Os repositórios institucionais (RIs), caracterizados como sistemas de armazenamento, preservação, organização e disseminação de informações de ensino e pesquisa, utilizam um software para o gerenciamento de tais atribuições. Quanto à terminologia Weitzel (2006) exemplifica:
De um modo geral, os termos repositórios institucionais ou temáticos são adotados para caracterizar os repositórios digitais que reúnem respectivamente a produção científica de uma instituição e de uma área.

No Brasil, o software mais conhecido e utilizado é o DSpace, que possui código fonte aberto: “Os repositórios DSpace permitem o gerenciamento da produção científica em qualquer tipo de material digital, dando-lhe maior visibilidade e garantindo a sua acessibilidade ao longo do tempo.”(IBICT, [20--]).
Uma das peculiaridades de tais sistemas (RIs) é a possibilidades de gestão e armazenamento de vídeos digitais de caráter acadêmico e educacional. Podemos citar como o exemplos o Zappiens.pt, o Zappiens.br e o Youtube EDU, dentre outros.
 O Zappiens.pt (http://zappiens.pt/index.php) é uma iniciativa da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) de Portugal , criado em 2008, com a finalidade de armazenar e divulgar conteúdos educativos, científicos, culturais e artísticos em formato de vídeo digital. Divide-se em cinco áreas temáticas: Artes e Humanidades, Ciências em geral, Ciências da Saúde, Ciências Sociais e Engenharias e Tecnologias.

O Zappiens.br (http://www.zappiens.br/portal/home.jsp), é um projeto experimental idealizado como um serviço gratuito de armazenamento e divulgação de conteúdo audiovisual em língua portuguesa que contempla diversas temáticas, tais como, educação, ciência, artes e cultura. Disponibilizado no Brasil em fevereiro de 2010 é de responsabilidade da Comissão de Trabalhos de Conteúdos Digitais (CT-Conteúdos) do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Foi criado em parceria com o Arquivo Nacional, a Universidade de São Paulo (USP), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) de Portugal. Possui atualmente 11.450 vídeos cadastrados.

O Youtube EDU (http://www.youtube.com/education?b=400) é um canal do Youtube, o mais popular site de compartilhamento e hospedagem de vídeos da internet. Possibilita assistir aulas e palestras das mais renomadas universidades americanas, tais como UCLA, Stanford, Dartmouth e Universidade de Rhode Island, que representam 4 das mais de 300 Universidades e colégios participantes. O Youtube EDU permite a criação de legendas em português de todas as vídeo-aulas disponíveis.

Os repositórios de vídeos representam um modelo dinâmico de aplicação do conhecimento para fins acadêmicos, educacionais, culturais e recreativos. A informação em movimento, por meio dos vídeos digitais é um fenômeno muito difundido e incorporado pela sociedade contemporânea. Conforme Olivatti (2008):
A internet tem progressivamente deixado de ser um meio elitista, e hoje faz parte do cotidiano de uma parcela considerável da população. Da mesma forma, os recursos de captação de imagens e som são cada vez mais acessíveis e simples de se operar.

Um novo formato de ensino e aprendizagem está tomando corpo e a sua evolução é ascendente, pois a cultura digital é parte integrante da rotina da maioria dos indivíduos.

Referências
IBICT. DSpace: repositórios digitais. Brasília, DF. [20--]. Disponível em: <http://dspace.ibict.br/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1>. Acesso em: 14 out. 2011.

OLIVATTI, Tânia Ferrarin. Youtube: novas práticas dos usuários em uma nova cultura digital. In: SIMPÓSIO DO LABORATÓRIO DE ESTUDOS EM COMUNICAÇÃO, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO CIDADÃ, 1., 2008, São Paulo. Anais... São Paulo: Unesp, 2008. Disponível em: < http://www2.faac.unesp.br/pesquisa/lecotec/eventos/simposio/anais/2008_LecoLec_256-267.pdf>. Acesso em: 14 out. 2011.


WEITZEL, Simone da Rocha. O papel dos repositórios institucionais e temáticos na estrutura da produção científica. Em Questão, Porto Alegre, v. 12, n. 1, p. 51-71, jan./jun. 2006. Disponível em: <http://seer.ufrgs.br/EmQuestao/article/view/19/7>. Acesso em: 14 out. 2011.

Fontes consultadas
CGI.br. Zappiens Experimental: sobre o projeto. Disponível em:< http://www.zappiens.br/portal/visualizarTexto.jsp?midia=sbprojeto>. Acesso em: 14 out. 2011.

FCCN. Zappiens: o que é?. Disponível em: <http://zappiens.pt/pagina.php?id=1>. Acesso em: 14 out. 2011.

WIKIPÉDIA. Repositório institucional. Atualizado em 06 jan. 2010. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Reposit%C3%B3rio_institucional>. Acesso em: 14 out. 2011.

YOUTUBE EDU: aulas gratuitas de universidades americanas. 2010. Disponível em: <http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/youtube-edu-aulas-gratuitas-de-universidades-americanas>. Acesso em: 14 out. 2011.


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